A Lenda de Galápagos - Parte I
Capítulo I - O armário
Antes de tudo, vale à pena afirmar que essa não é uma história de superação, ela é triste, e que revela anos da minha vida que prefiro esquecer.
Na minha infância, olhava a imponência que o armário tinha na sala, ele era imenso, costumava chamá-lo de inútil, pois ocupava muito espaço e vivia trancado, Marina, minha mãe, dizia que guardava coisas do vovô, antigo rei de Galápagos, pois é, venho da realeza, não que ser rei de Galápagos fosse uma grande coisa, até porque sempre foi uma civilização pequena, sendo um aglomerado de ilhas, voltadas para a pesca, mas tinham esperança de dias melhores, sua população estava aumentando, junto com a riqueza.
Chamo-me Vinícius, e Galápagos foi onde me formei um adolescente, meu pai, Rei Rafael, já tinha me revelado o que tinha no armário um antigo livro de lendas da ilha, e uma antiga espada, que segundo uma lenda, um antigo familiar meu teria feito, e depositado suas forças para que um dia, algum de seus descendentes pudesse usá-la para encaminha Galápagos quando ela estivesse cursando o rumo da glória, e eu tinha certeza que seria eu o rei a conquistá-la, bem, eu tinha certeza de algo, até me apaixonar.
Capítulo II - Alice
Costumava sair com meu irmão mais novo, Bruzess, para treinar, minha técnica não era muito apurada, muito menos a de Bruzess, seu forte sempre foi a estratégia, junto com ele íamos para um campo de treinos beira-mar treinar, Marcelus e Akiras, juntos éramos um grupo denominado Khaos Legions, acreditávamos que éramos a esperança de dias melhores para Galápagos, pois o futuro rei estava lá, e com a inteligência e fidelidade do grupo, dali também sairiam futuros bons guerreiros.
Tudo estava evoluindo, estávamos criando noção de batalha, a tropa de Galápagos já estava com dezenas de soldado, a sociedade crescendo, quando em um dos treinos, vi alguém mudaria meus dias, Alice, como esquecer esse nome, Alice, doce nome.No começo, passava por onde treinávamos, não me olhava muito, apenas troca de olhares e o balançar de cabelo, não sei por que elas fazem esse charme, mas dar certo. Não demorou muito para nos conhecermos, muito bem por sinal. Certamente foi a melhor fase da minha vida, com 17 anos namorando e muito perto de virar rei. Longas e doces noites passei com ela. Logo passamos a fazer planos e mais planos do que fazer quando eu assumisse o reinado, Alice me incentivava cada vez mais nos sonhos, isso foi um grande erro.
Capítulo III – Ingratidão
No dia do meu aniversário de 18 anos, o nervosismo tomou conta de mim, pois hoje era o dia da coroação do novo rei. A manhã inteira fiquei dormindo, pra compensar o que não dormi na madrugada anterior. Durante a tarde fiquei selecionando a roupa e até o discurso. Na noite, as principais representações políticas de Galápagos estavam presentes na parte da casa que estava em construção, muito grande por sinal, até o armário parecia pequeno no meio da construção, ele estava na parte nova, acho que dessa vez minha mãe arrumou um bom lugar pra colocá-lo.
Tudo estava bem até a hora que seria destinada para a coroação, o ponto máximo, a glória de um futuro grande rei. Meu pai disse as seguintes palavras:
-Meu filho, você será um grande rei, mas só será quando tiver grande sabedoria.
Fez isso entregando um velho livro, escrito “Lendas de Galápagos”
O livro eu deixei na mesa. A partir daí, eu só pensava em esquecer tudo o que havia imaginado. Todos os sonhos passaram a ser lembranças do que eu nunca tive.
Meus amigos tentaram, mas não evitaram minha fuga, Alice veio comigo. Fomos em um pequeno barco de pesca, em busca de uma pequena terra em que nos fixaríamos para o resto de nossas vidas. Depois de horas chegamos ao continente, em um pequeno vilarejo chamado Itakos, pequena porção do grande Império Monalez, por lá passei 5 anos.
Tudo estava bem até a hora que seria destinada para a coroação, o ponto máximo, a glória de um futuro grande rei. Meu pai disse as seguintes palavras:
-Meu filho, você será um grande rei, mas só será quando tiver grande sabedoria.
Fez isso entregando um velho livro, escrito “Lendas de Galápagos”
O livro eu deixei na mesa. A partir daí, eu só pensava em esquecer tudo o que havia imaginado. Todos os sonhos passaram a ser lembranças do que eu nunca tive.
Meus amigos tentaram, mas não evitaram minha fuga, Alice veio comigo. Fomos em um pequeno barco de pesca, em busca de uma pequena terra em que nos fixaríamos para o resto de nossas vidas. Depois de horas chegamos ao continente, em um pequeno vilarejo chamado Itakos, pequena porção do grande Império Monalez, por lá passei 5 anos.
Capítulo IV – A verdade
Conversas sobre o Rei Rafael eram freqüentes em Itakos, diziam que depois da saída de seu filho de Galápagos, o rei se tornou um grande ditador, e que a população, impaciente, e não sabendo do que tinha acontecido, aguardava ansiosa a volta do seu filho, que seria um rei justo. A situação atual não agradava as tropas de Itakos, pois navios pesqueiros estavam sendo atacados, então percebi uma organização de barcos para um ataque, eu não podia deixar de ir, tinha que dizer como eu estava para o Khaos Legions.
Alice não exigiu que eu não fosse, só me deixou informado de um motivo que eu não podia esquecê-la, ela estava grávida. Um filho. Que fantástico. Que trabalhoso. Mas certamente valerá a pena.Fui-me junto com as dezenas de soldados de Itakos. Logo eles começaram a guerrear, o exército de Galápagos já contava com centenas de homens. Eu estava com minha espada que passei treinando no quintal durante os 5 anos. Entrei na casa em que vivia, já era um castelo, fui pelos fundos ver se estava tudo bem com minha mãe, enquanto todos estavam na batalha. Entrei e passei por corredores vazios e escuros, quando cheguei ao antigo espaço que estava em construção na época, não pude segurar o choro. A mesa e o armário ainda estavam lá.
Um vulto se aproximou, logo pensei que fosse algum soldado de Galápagos que estava prestes a me matar. Enfiei a espada em sua barriga, sem dó. Mas para a minha surpresa, era o meu pai, e ele não estava armado. Logo após, escutei suas últimas palavras.
-Filho, seu presente está onde você deixou. Do mesmo jeito que eu lhe entreguei. Cuide bem de Galápagos.
Não entendi bem suas palavras. Mas fui em direção a mesa pegar o livro, eu tinha que realizar o último desejo do meu pai. Abri o velho livro, e para minha surpresa, dentro dele estava à chave do armário.
3 comentários:
Ninguém comenta :(
Vocês estão evoluindo com essas historias continuem quem sabe no que isso pode dar hên? continue...
Se não for considerar o seu, você só ganhou 1 comentário. Eu ganhei 2 u.u
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